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Periodontia

Pela boca as pessoas falam, se alimentam, respiram, trocam afeto com o beijo. Mas a boca pode ser também a porta de entrada de muitas doenças, com sérias complicações para todo o organismo. Hábitos saudáveis e a correta higiene bucal são condições essenciais para prevenir moléstias como a periodontite, uma enfermidade de natureza infecciosa que tem início com a formação de placa bacteriana nas superfícies dentárias e, se não tratada a tempo, pode levar à perda dos dentes. "Esta placa é a principal responsável pela cárie, doença periodontal e infecções periimplantares".

Uma gengiva está doente quando:

  • Vermelha e inchada
  • Sangramento durante a escovação, mesmo quando com força ou com o uso de fio dental de maneira correta
  • Mal hálito persistente
  • Presença de cáculo ou tártaro
  • Presença de exsudato purulento
  • Gosto amargo na boca
  • Sensação que os dentes estão ficando "MOLES" (mobilidade)
  • Migração da posição dos dentes (meus dentes estão abrindo-se)
  • Retrações gengivais.

Conceitos errados sobre periodontia (clique nos ítens para visualizar)

01) É errado pensar que as pessoas vão perdendo seus dentes naturais, com o avançar da idade.

A verdade é que uma boa higiene bucal e cuidados profissionais regulares do dentista, os dentes duram por toda sua vida. Entretanto, se não houver esse tipo de tratamento com manutenção periódica, pode aparecer a doença periodontal, que destrói o osso de suporte e acarreta a perda do dente ou dos dentes envolvidos. A partir dos 35 anos de idade, a doença periodontal é a principal causa de perda dos dentes , independente do sexo do indivíduo.

02) É errado pensar que as pessoas com doença periodontal, sempre têm suas bocas sujas, têm má higiene ou não escovam seus dentes.

A verdade é que as pesquisas mostram que mais de 30% da população são geneticamente suscetíveis à doença periodontal. Mesmo com todos os cuidados de higiene oral, tais indivíduos têm 6 vezes mais chances de desenvolverem a doenÇa periodontal. Identificar estes casos, com exames complementares, no início da doença é fundamental para a orientação do tratamento, de tal forma que os indivíduos possam manter seus dentes pelo resto da vida

03) É errado pensar que a saúde bucal não afeta a saúde geral das pessoas

A verdade é que a doença periodontal interfere com todo sistema orgânico das pessoas e numerosas doenças têm relação com a doença periodontal: diabetes, reumatismo infeccioso, artrite, osteoporose, problemas cardiovasculares e outras.

04) É errado pensar que a doença periodontal é uma infecção menor, sem importância para o organismo.

A verdade é que a área do tecido periodontal quando inflamada corresponde à superfície de um braço da pessoa, que é uma área bem grande. Se a gengiva estiver toda vermelha e inflamada, o problema é bem sério para todo o organismo; a pessoa deve consultar um periodontista imediatamente.
A doença da gengiva não é uma infecção pequena, se não tratada leva à perda da extrutura óssea e dos dentes. A pessoa teria que mudar seu modo de vida, por ter que usar uma dentadura, com profundas mudanças estéticas, e dramática dificuldade para mastigar os alimentos.

05) É errado pensar que o sangramento gengival é uma ocorrência normal.

A verdade é que o sangramento gengival não é normal, é um sinal de doença. Pense no tecido de sua mão sangrando a todo momento, você a lavaria sempre, e se preocuparia com isto, com a certeza que algo de errado estava ocorrendo. Outros sinais da gengiva inflamada incluem: gengiva inchada, vermelha e brilhante, a gengiva separada do dente, pus entre a gengiva e o dente, mau hálito, os dente migram patologicamente, separando-se uns dos outros.

06) É errado pensar que o tratamento gengival é um procedimento dolorido.

A verdade é que hoje existem técnicas avançadas para o tratamento periodontal, cujos procedimentos não são doloridos de serem realizados. Os anestésicos usados são de ação rápida e muito eficazes. Para a limpeza e anti-sepsia da área são usados equipamentos ultra-sônicos, polimento com jatos de bicarbonato de sódio e todos os equipamentos são irrigados com soluções anti-sépticas efetivas. Assim, a sessões são curtas, com o mínimo desconforto para o paciente
Após o atendimento, os pacientes, podem voltar às suas atividades de rotina, a não ser em casos especiais, onde esforços físicos devem ser evitados

10) É errado pensar que as doenças gengivais ou periodontais, sendo de origem bacteriana, podem ser tratadas com antibiótico terapia.

A verdade é que a doença periodontal não pode ser tratada com antibiótico terapia mesmo sendo uma doença de origem bacteriana. Pesquisas mostram que os antibióticos podem ser úteis como auxiliares, em certos casos específicos de tratamento periodontal, mas nunca como método principal de tratamento. A comunidade científica está muito preocupada com o uso indiscriminado de antibiótico terapia, e o tratamento periodontal se enquadra nesse caso, pois as bactérias estão aderidas ao dente e são praticamente inacessíveis à droga, assim poderá ocorrer que essas bactérias tornam-se resistentes à droga e muitas outras bactérias envolvidas tornam-se resistentes também.
O uso de antibiótico é muito indicado profilaticamente, durante o tratamento periodontal, nos pacientes de risco, pois quando o profissional de saúde, dentista ou higienista, manipula a gengiva, raspando e curetando os dentes, ocorre uma bacteriemia transitória, que nos pacientes de risco, poderá acarretar sérias conseqüências para o paciente.
São considerados pacientes de risco: paciente com ponte de safena, ou problemas cardiovasculares, pacientes que tiveram endocardite bacteriana subaguda, paciente com reumatismo, pacientes com desequilíbrio do sistema imunológico e outros.

11) É errado pensar que as mulheres grávidas não devem procurar o periodontista, para exame ou tratamento de sua gengiva.

A verdade é que na gravidez é o momento que mais a mulher necessita de manutenção dos tecidos periodontais. O aumento das taxas de estrogênio e progesterona no sangue da mulher grávida, principalmente após o terceiro mês da gravidez, facilita muito a instalação da gengivite gravídica e o aumento da incidência de cárie, pois os tecidos ficam com mais edema e as reações imunológicas são mais intensas. Há uma mudança radical nos hábitos das mulher, muitas mal conseguem escovar seus dentes, devido às ânsias de vômito que provocam. Assim o periodontista tem que fazer um programa específico de manutenção para a mulher grávida, instituindo profilaxias periódicas e o emprego do flúor gel 1,23% tópico. Os índices de gengivite, placa e cárie têm que ser avaliados, entre as consultas. A fase mais crítica inicia-se após o 7 mês da gravidez. No máximo 90 dias após o parto, a paciente deve ser reavaliada.

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